Conselheiros avançam sobre ações da Restoque, mas companhia nega fato relevante

O quadro de acionistas da Restoque, varejista dona de marcas como Le Lis Blanc e Dudalina, está em franca transformação. O primeiro formulário de referência (FR) divulgado no ano, em 21 de janeiro, mostrava que 61% das ações ordinárias eram detidas por acionistas relevantes (aqueles com mais de 5% …

Seletas/Relações com Investidores/Edição 18/Reportagens / 19 de fevereiro de 2016
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Ilustração: Grau 180.com.

Ilustração: Grau 180.com.

O quadro de acionistas da Restoque, varejista dona de marcas como Le Lis Blanc e Dudalina, está em franca transformação. O primeiro formulário de referência (FR) divulgado no ano, em 21 de janeiro, mostrava que 61% das ações ordinárias eram detidas por acionistas relevantes (aqueles com mais de 5% de participação). No segundo, de 16 de fevereiro, esse percentual subiu para 88%. A mudança é resultado do reforço na participação dos principais acionistas. Isoladamente, conselheiros de administração gastaram cerca de R$ 45 milhões na compra de ações.

Marcio da Rocha Camargo e Marcelo Faria de Lima, respectivamente presidente e vice-presidente do conselho de administração, são membros do board que foram às compras. Camargo acumula agora 23,36% das ONs e Lima, outros 17,47% — nos formulários anteriores a fevereiro, os executivos não detinham participação significativa na pessoa física. A Fama Investimentos, embora não tenha representante no conselho da Restoque, também decidiu adquirir papéis. A gestora, que até o ano passado não figurava entre os acionistas relevantes da empresa, tem agora 10,02% das ações. Procurada pela reportagem, não quis comentar a estratégia por trás das compras.

A demanda fez o preço das ações da Restoque disparar. No ano, a alta é de 240% — o papel subiu de R$ 1,85 no encerramento de 2015 para R$ 6,29 no fim do pregão de 17 de fevereiro. No mesmo período, o Ibovespa acumulou queda de 3,96%.

O informe de negociação por parte dos administradores, divulgado mensalmente por determinação da Instrução 358, aponta que conselheiros de administração da companhia iniciaram a sequência de compras em 2 de dezembro.
O documento divulga as operações feitas, mas não discrimina seus autores individualmente. Em dezembro, integrantes do board da Restoque adquiriram 1,6 milhão de ações, desembolsando R$ 3,1 milhões. Em janeiro, compraram mais 23 milhões, o que lhes custou R$ 42,4 milhões.

A BM&FBovespa estranhou a movimentação e questionou a companhia. A Restoque informou que “não tem conhecimento de qualquer fato que não tenha sido divulgado aos seus acionistas e ao mercado que pudesse justificar a movimentação atípica das ações”. Procurada por SELETAS, a empresa não concedeu entrevista. Também não quis confirmar se procede o noticiário recente a respeito da empresa.

No dia 16 de fevereiro, o jornal Valor Econômico publicou reportagem indicando dois motivos prováveis para a corrida pelas ações. Um deles é o reforço de participação acionária para que os principais acionistas aprovem o plano de reestruturação da empresa que será apresentado na próxima assembleia. O outro, a preparação para um possível fechamento de capital.

A Restoque é uma das companhias brasileiras que, na forma, tem capital pulverizado. Nenhum sócio possui mais de 50% das ações e os principais acionistas, apesar de comandarem o negócio, não se vinculam por meio de acordo nem se denominam controladores minoritários.


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