Mercado discute regulação mais rígida para o AIM

Reportagem publicada no fim de julho pelo jornal Financial Times discute a necessidade de maior regulação das práticas de governança das empresas listadas no Alternative Investment Market (AIM), mercado de acesso da Bolsa de Londres para empresas em estágios iniciais de desenvolvimento. De acordo …



Reportagem publicada no fim de julho pelo jornal Financial Times discute a necessidade de maior regulação das práticas de governança das empresas listadas no Alternative Investment Market (AIM), mercado de acesso da Bolsa de Londres para empresas em estágios iniciais de desenvolvimento. De acordo com a reportagem, o AIM vem sofrendo críticas há pelo menos 18 meses em função de práticas deficientes de governança de diversas empresas.

Um indício dessas falhas é o fato de 28 ações listadas no AIM teram sido suspensas para negociação neste ano, devido à não- entrega do relatório relativo a dezembro do ano passado até 30 de junho. A conseqüência, de acordo com o jornal, é que esses problemas têm levantado dúvida sobre o sucesso da abordagem totalmente voluntária para as práticas de governança. Para contrabalançar as críticas, algumas medidas foram sugeridas, como a necessidade de reporte dos resultados em IFRS e o aprimoramento das áreas de Relações com Investidores (RI) nos websites das empresas do segmento.

Estudo divulgado recentemente pela PricewaterhouseCoopers (PWC) aumentou as especulações sobre a qualidade da governança corporativa no AIM. A pesquisa constatou uma grande variação nas práticas de governança das empresas do segmento e não encontrou evidências de que as maiores empresas do AIM possuem melhor governança. A pesquisa constatou, ainda, que apenas 3% das 100 maiores empresas do AIM adotam integralmente as recomendações do Combined Code, o código de governança britânico — embora deva-se destacar, em contrapartida, que 77% das 100 maiores empresas adotam apenas algumas das práticas previstas.

De acordo com a publicação da PwC, a composição dos conselhos é o ponto mais frágil de governança das empresas do AIM. A necessidade de conselheiros fortes e independentes parece algo ainda a ser alcançado. Apenas 20% das 100 maiores empresas do AIM realizam avaliação formal dos conselhos de administração. Sobre o modelo de adoção voluntária das práticas de governança, o relatório da PwC afirma que a questão está em aberto. Evidências apontam uma aplicação limitada das melhores práticas de governança em todos os portes de empresa do AIM.

Conteúdo extra

Pesquisa da PricewaterhouseCoopers analisa a governança das empresas do AIM britânico


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