Hedge funds apostam em customização

Gestão de Recursos/Internacional/Edição 119 / 1 de julho de 2013
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Os hedge funds estão em crise. Em 2007, havia 2.462 deles no mundo. No primeiro trimestre deste ano, eles somavam 1.855. Foram retirados mais de US$ 22 bilhões desses investimentos em 2012 e outros US$ 5 bilhões nos primeiros três meses de 2013. Os dados são da Hedge Fund Research, empresa americana que pesquisa o setor.

Os motivos para os saques bilionários, segundo o jornal Financial Times, são os resultados muitas vezes insatisfatórios registrados por esses fundos e as altas taxas de performance cobradas pela administração. Como resultado, muitos investidores estão migrando suas aplicações dos fundos de hedge para os exchange traded funds (ETFs), que têm taxas mais baixas.

Para reverter essa situação, algumas gestoras de recursos e bancos têm oferecido hedge funds customizados para os seus clientes. Antes, os vendedores apenas sugeriam as opções disponíveis em seu portfólio. Agora, o serviço se tornou mais complexo: eles têm de atuar como consultores de investimento e construir carteiras específicas. Uma pesquisa realizada no mês de maio pelo BNY Mellon e pela consultoria Casey Quirk revelou que os produtos customizados responderam por 56% das vendas em 2012, enquanto os tradicionais representaram somente 30%.

O levantamento do BNY Mellon indica ainda que os europeus têm investido mais em hedge funds que os americanos e os asiáticos. Dos US$ 30 bilhões aplicados no segmento no ano passado, 52% vieram da Europa, 30% da América do Norte e 6% da Ásia.

Os aplicadores do varejo se mantêm afastados desse tipo de produto: correspondem a apenas 8% das vendas de fundos de hedge. Ao Financial Times, um executivo da indústria disse que o setor está ansioso por receber mais dinheiro de pessoas físicas. Por isso, vem trabalhando no sentido de montar e oferecer produtos que atendam às regulamentações da Securities and Exchange Commission (SEC) voltadas para esse público. “A tarefa é difícil. Os clientes do varejo tiveram más experiências com produtos alternativos quando o mercado implodiu, poucos anos atrás”, disse.


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