FIPs interferem em empresas antes de investir

Uma nova postura surge entre gestores de fundos de participações em empresas de capital fechado: o trabalho estratégico na companhia-alvo antes de ocorrer o investimento. Nada de arregaçar as mangas somente depois de comprar a participação. A ideia é alinhar os interesses das duas partes antes …



Uma nova postura surge entre gestores de fundos de participações em empresas de capital fechado: o trabalho estratégico na companhia-alvo antes de ocorrer o investimento. Nada de arregaçar as mangas somente depois de comprar a participação. A ideia é alinhar os interesses das duas partes antes mesmo de cair a primeira gota de dinheiro no negócio.

A gestora de recursos NSG Capital emprega esse formato desde 2008, quando começou a atuar em duas empresas de energia verde. O novo modelo propõe que, além do potencial de crescimento, a empresa apresente uma proposta mais palatável ao possível comprador. Geralmente, fundos de private equity (PE) são abertos para captação sem que nenhum ativo ainda tenha sido escolhido, muito menos lapidado. “Os fundos de pensão, principais investidores no mercado de private equity, sentem-se desconfortáveis em comprometer seu capital em um FIP oco”, observa Andréa Lopes, diretora de estruturação da NSG.

Para oferecer um produto mais recheado, a NSG começa exigindo a contratação de um diretor financeiro que ela própria indica e ocupa assentos nos conselhos de administração e fiscal da empresa. A governança corporativa ganha espaço destacado, com um departamento especializado para assessorar as possíveis investidas. “Analisamos e formatamos documentos importantes, como estatutos e acordos de aquisição de ações, de forma que o investidor, lá na frente, não tenha surpresas”, diz Andréa.

A Performa Investimentos segue a mesma linha da NSG. Com foco nas empresas em estágio inicial, ela se preocupa em oferecer uma rede de parceiros renomados em advocacia, marketing, varejo, franquia e tecnologia. O sócio Humberto Matsuda diz não temer a chegada repentina de um investidor que compre o empreendimento e se aproveite de todo o esforço despendido pela Performa. “As empresas acabam se tornando dependentes da gente”, diz.


Quer continuar lendo? hoje

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Quero me cadastrar!

Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui > 2

teste

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Acessar loja >




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  conselho de administração conselho fiscal Fundos de investimento Private equity e venture capital Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Bolsa fala de conselho para empresas fechadas
Próxima matéria
Ranking de corretoras passa a incluir analistas da América Latina



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
Bolsa fala de conselho para empresas fechadas
O conselho de administração é um dos assuntos em que as empresas mais sentem dificuldade no processo de abertura de capital....