Fim da parceria de Londres no Tokyo AIM

O Tokyo AIM, segmento de listagem para pequenas e médias empresas japonesas, vai ganhar a partir de 1º de julho um novo nome: Tokyo Pro Market. A mudança significa o fim da participação da Bolsa de Londres no mercado de acesso nipônico, lançado em 2009. Desde que o segmento foi inaugurado, apenas …



O Tokyo AIM, segmento de listagem para pequenas e médias empresas japonesas, vai ganhar a partir de 1º de julho um novo nome: Tokyo Pro Market. A mudança significa o fim da participação da Bolsa de Londres no mercado de acesso nipônico, lançado em 2009. Desde que o segmento foi inaugurado, apenas uma companhia se listou nele: a empresa de biotecnologia Mebiopharm, focada em tratamentos de câncer. O término da parceria foi um golpe para a Bolsa de Londres, que pretendia se internacionalizar levando a sua expertise no AIM para outros mercados.

A iniciativa, segundo analistas, não foi para frente por dois motivos. A primeira razão é que o Japão não tem uma massa crítica de corretoras dispostas a atuarem como Nomads (nominated advisers), agentes encarregados de analisar as empresas e garantir que suas práticas estão em conformidade com o que pede a bolsa. A existência dessa figura é considerada crucial para o sucesso do AIM, que, até o fim de dezembro, contava com 1.143 empresas listadas, com valor total de mercado de US$ 104 bilhões.

No Japão, sete corretoras foram habilitadas a ser nomads, mas seis delas não se interessaram em exercer a função. Apenas uma — a Phillip Securities, de Cingapura — resolveu assumir a tarefa. Ela trouxe a Mebiopharm para o mercado e será a nomad da Goyo Foods, empresa de congelados que planeja abrir o capital no fim de maio. “Se até empresas grandes como a Olympus têm problemas de governança, por que alguém se arriscaria a levar para o pregão uma companhia pequena, sem histórico?”, disse um banqueiro em Tóquio.

O segundo motivo para o Tokyo AIM não ter decolado é o fato de apenas investidores institucionais poderem comprar ações no segmento — algo que não ocorre em Londres. Sem pessoas físicas para fomentar a liquidez, o 1,4 milhão de ações lançadas pela Mebiopharm mal foi negociado. Desde a listagem, os papéis desvalorizaram 87% até o fim de abril. Considerando esse cenário, a expectativa é que o lançamento do Tokyo Pro Market venha acompanhado de novas regras de funcionamento.


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