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IBRI fala às estreantes sobre os custos e benefícios de ter um profissional de relações com investidores



O Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) vai iniciar um trabalho de esclarecimento das atividades de RI para companhias que chegam ao mercado, como a Natura, e para as que planejam fazer em breve um lançamento de ações. “Queremos mostrar a relação custo benefício de ter uma área de relações com investidores e de acessar o mercado de capitais”, afirma Doris Wilhelm, presidente executiva do IBRI, que planeja as visitas às novas empresas. A idéia é esclarecer sobre o tipo de profissional que essas companhias vão precisar, os objetivos e funcionalidades da área de RI e casos de sucesso obtidos a partir de bons trabalhos realizados no segmento.

Doris afirma que os RIs têm assumido um papel cada vez mais relevante na comunicação institucional da companhia. “É preciso ter um discurso para o investidor que seja o mesmo aplicado às outras áreas da empresa”, diz a executiva, que considera a comunicação integrada uma tendência dentro das companhias. Neste sentido, afirma, é importante que as áreas de RI, comunicação e marketing estejam bem afinadas e que o RI cumpra o papel de esclarecer esses profissionais sobre questões relativas aos investidores e à natureza de uma companhia aberta.

“O RI já pode ser visto como um interlocutor da empresa”, diz José Luiz Acar Pedro, presidente do conselho do IBRI. Na função de elo de comunicação com o mercado, é fundamental que o RI seja também um defensor dos interesses do investidor perante a companhia. “Para isso é preciso que ele seja pró-ativo e que esteja bem posicionado na estrutura organizacional da empresa”, afirma Acar.

Outra tendência para os profissionais de RI, na opinião de Doris, é uma aproximação cada vez maior com os conselheiros de administração das companhias. Depois da lei norte-americana Sarbanes Oxley, investidores passaram a esperar que as companhias tenham parte de seus conselhos formados por pessoas independentes, o que fez crescer a participação dos profissionais que atuam somente como conselheiros. “É importante que eles tenham um canal aberto com os profissionais de RI para definir estratégias de como a empresa será vendida para o mercado”, avalia.

O vínculo entre os executivos e os conselheiros pode ser o comitê de divulgação, outra novidade dos últimos anos reforçada pela lei Sarbanes Oxley. A este comitê, formado por membros do conselho, cabe a responsabilidade pela definição das estratégias de comunicação de uma companhia aberta com sua comunidade relacionada – os chamados “stakeholders”.


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