Sem adeptos

Parceria entre Apimec e BM&FBovespa para análise de small caps ainda não decolou



Lançado em julho, o convênio entre a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) e a BM&FBovespa para produção de relatórios de análise das small caps listadas em bolsa ainda não vingou. Até agora, apenas a fabricante de fertilizantes Nutriplant solicitou a cobertura, já elaborada pelas corretoras Empiricus e Gradual. O objetivo da parceria é dar a oportunidade de essas empresas serem analisadas por instituições especializadas, para que, assim, ganhem maior exposição entre os investidores e valorizem seus papéis.

Se a empresa estiver listada no Bovespa Mais — situação da Nutriplant —, a produção dos relatórios é paga pela Bolsa. Caso contrário, quem arca com os custos é a própria companhia. O pressuposto é que o sorteio das casas de análise — são sempre duas — pela Apimec garantiria a isenção do processo. Gabriela de Las Casas, gerente de relações com investidores (RI) da fabricante de não tecidos Providência, discorda: “O sorteio não é suficiente para garantir a neutralidade da análise; o problema é o pagamento”, diz. “O investidor pode desconfiar do resultado do relatório caso ele seja muito favorável à empresa num momento em que ela não está tão bem, por exemplo”, completa.

Para Vinícius Corrêa, superintendente de autorregulação da Apimec, o cenário macroeconômico e o baixo desempenho do mercado acionário contribuíram para que o projeto não decolasse em seus primeiros meses de vida. “Os empresários estão esperando um momento econômico melhor para tirar essa ‘foto’ da empresa”, acredita.

Já Adriana Sanches, gerente de produtos e serviços para empresas da BM&FBovespa, atribui o desinteresse das companhias à falta de conhecimento. “Supomos que muitas empresas sem cobertura ainda desconheçam os detalhes do convênio, pensando que ele seja direcionado exclusivamente ao Bovespa Mais, o que não é verdade”, afirma.

Na tentativa de popularizar a proposta, a Bolsa pretende ampliar o diálogo com as companhias e ressaltar os benefícios da exposição obtida com os relatórios de análise. A Apimec, por sua vez, passa por um momento de transição de comando — Reginaldo Alexandre assume como presidente no lugar de Lucy Souza — e ainda discute a agenda para o próximo ano.


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