Santa causa (Anima)

Companhia de ensino universitário faz aquisição elogiada e ganha força regional



Novato na turma (começou a ser negociado em outubro de 2013), o papel da empresa de educação superior Anima se valorizou 44,7% até 13 de junho de 2014. E a primeira aquisição após o IPO levou nota 10 do mercado: a Universidade São Judas, negociada em abril por R$ 320 milhões.

A Anima já chamaria a atenção pelo ramo em que atua. Queridinho dos investidores, o segmento de educação é o que mais se valorizou em bolsa nos últimos dois anos. Entre os motivos, destacam-se a expansão da classe C e, especialmente, o sistema de financiamento estudantil do governo federal. “O modelo é bom, porque contribuiu para a melhoria da qualidade de ensino”, afirma Thiago Macruz, analista do Itaú BBA. A concessão do crédito depende da nota atribuída pelo Ministério da Educação à faculdade.

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está em expansão e, com ele, o número de alunos matriculados. Na Anima, a quantidade de matrículas subiu 13% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado — a São Judas, com alta de 10,2%, ainda não entrou na conta.

O analista Victor Schabbel, do Credit Suisse, elevou o preço-alvo do papel em R$ 8, para R$ 33. E brinca que, se São Judas é conhecido como o padroeiro das causas impossíveis, a Anima incorporou um santo por uma boa causa. Afinal, a compra traduz com exatidão a estratégia de crescimento da Anima: ter marcas regionalmente fortes, ser reconhecida pela excelência do ensino e poder cobrar tíquetes médios acima do mercado. Até então, a companhia possuía três centros universitários (Una e UniBH, em Minas Gerais, e Unimonte, em Santos) e duas faculdades também mineiras, além de 50% da HSM, conhecida instituição de educação corporativa.

Com a São Judas, o grupo entra em São Paulo e soma 81,2 mil alunos. A ideia, agora, é usar a marca para expandir a participação da empresa na região metropolitana paulista. “É o que os executivos da Anima chamam de expansão em espiral”, observa Macruz. O nome forte da São Judas pode ajudar a Anima a, como lembra Schabbel, enfrentar a concorrência qualificada e feroz existente na capital paulista.

Outro motivo para a boa aceitação da compra é o fato de ter sido aprovada, no início de junho, sem qualquer restrição do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A terceira razão para a nota 10 do negócio é que a própria Anima já vinha produzindo bons resultados antes de adquirir a São Judas. O lucro líquido no primeiro trimestre de 2014 foi de R$ 45,2 milhões, alta de 54,8% em um ano. Após a expansão regional, a companhia promete gerar resultados melhores, ainda mais com a ajuda do santo.

A escolha das companhias para esta seção é feita a partir de um levantamento da Economática com a oscilação e o volume negociado mensalmente por ações que possuem giro mínimo de R$ 1 milhão por dia. A partir daí, são escolhidas aquelas que se destacam pelas variações positivas e negativas nos últimos seis meses.


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