Empresas japonesas deslistam ADRs da Bolsa de Nova York

Entre os meses de abril e maio, três companhias japonesas optaram por deslistar seus American depositary receipts (ADRs) da Nyse e migrar para o mercado de balcão. A última a tomar essa decisão foi a fabricante de lingeries Wacoal. A empresa, cujo valor de mercado alcança cerca de US$ 1,7 bilhão, …



Entre os meses de abril e maio, três companhias japonesas optaram por deslistar seus American depositary receipts (ADRs) da Nyse e migrar para o mercado de balcão. A última a tomar essa decisão foi a fabricante de lingeries Wacoal. A empresa, cujo valor de mercado alcança cerca de US$ 1,7 bilhão, declarou que os recibos negociados na Bolsa de Nova York já não interessam tanto a seus investidores. Com a medida, a companhia se isenta da obrigação de enviar relatórios anuais à Securities and Exchange Commission (SEC). Seguirá publicando apenas seus balanços em inglês, conforme os padrões contábeis americanos. No fim de abril, pouco antes da Wacoal, também saíram do pregão nova-iorquino a sucursal japonesa da fabricante de eletrônicos Panasonic e a fabricante de ferramentas Makita.

As consecutivas deslistagens podem estar relacionadas ao trabalho de convencimento realizado pelo grupo OTC Markets. De acordo com a revista Inside Investor Relations, executivos do conglomerado estiveram duas vezes no Japão nos últimos seis meses. Eles teriam recomendado às companhias que retirassem seus ADRs da Nyse, mas mantivessem a presença no mercado americano por meio de recibos no mercado de balcão. À revista, um porta-voz do OTCQX — o segmento premium do grupo OTC — afirmou que a migração é positiva para as empresas nipônicas, na medida em que evita o custo de atender às exigências regulatórias da Bolsa de Nova York. Essa economia torna-se especialmente atrativa agora, uma vez que o iene, moeda local japonesa, desvalorizou-se mais de 22% em relação ao dólar em seis meses, elevando as despesas de listagem.

A explicação do banco BNY Mellon para o movimento é que o Japão foi o último país a aderir a uma tendência iniciada em 2008. Já faz algum tempo que companhias de países desenvolvidos, como Austrália e Cingapura, vêm deslistando seus ADRs da Nyse para não se submeter às obrigações impostas pela Lei Sarbanes-Oxley. O banco afirmou, entretanto, que ainda existem empresas japonesas interessadas em listar recibos de ações na Bolsa de Nova York.


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