Cresce listagem de companhias norte-americanas no exterior

O mercado de capitais norte-americano já não é mais tão democrático quanto antigamente. A falta de apetite dos investidores do país por empresas menores e menos conhecidas tem obrigado essas companhias a abrir o capital no exterior. A maioria das que optaram por fazer sua oferta pública inicial de …



O mercado de capitais norte-americano já não é mais tão democrático quanto antigamente. A falta de apetite dos investidores do país por empresas menores e menos conhecidas tem obrigado essas companhias a abrir o capital no exterior. A maioria das que optaram por fazer sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla de inglês) fora dos Estados Unidos se dirigiu às bolsas de Inglaterra, Taiwan, Coreia do Sul ou Canadá. Esse panorama, alertam as consultorias, tem se intensificado a cada ano. Entre 1991 e 1999, apenas duas empresas norte-americanas abriram o capital fora dos Estados Unidos. No período de 2000 a 2010, foram 85.

Veja-se, por exemplo, o caso Reva Medical, fabricante de dispositivos médicos com sede em San Diego, na Califórnia. Ela decidiu realizar um IPO no ano passado para levantar dinheiro para os sócios capitalistas e financiar suas pesquisas. Como não encontrou interesse dos investidores norte-americanos, lançou as ações na Bolsa da Austrália. Depois de um road show de oito meses, a companhia vendeu, em dezembro, 25% de suas ações por US$ 85 milhões. “Assim como nós, há muitas empresas norte-americanas que necessitam de capital e não acham espaço no mercado de capitais dos Estados Unidos”, disse Robert Stockman, executivo-chefe da Reva, ao The Wall Street Journal.
“As companhias estão tendo de olhar para outras opções para sobreviver. Foi isso o que fizemos.”

A situação, dizem os analistas, é ruim para a economia norte-americana, uma vez que a maioria das empresas que está fazendo seu IPO no exterior é jovem e encontra-se em fase de crescimento rápido. “Esse é um sinal de que nosso mercado está se tornando hostil à inovação”, lamenta David Wield, antigo vice-presidente da Nasdaq e conselheiro sênior da Grant Thornton.


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Tags:  mercado internacional Abertura de Capital/IPO EUA captação de recursos Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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