CEOs badalados põem menos dinheiro no bolso

Captação de recursos/Internacional/Edição 117 / 1 de maio de 2013
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Executivos poderosos e muito bem pagos conseguiram reajustes salariais menores no ano passado. Uma análise preliminar feita pela revista The Fiscal Times mostrou que os CEOs das cem maiores companhias abertas no mundo obtiveram, em 2012, um aumento de apenas 2,8% na sua remuneração. O percentual é inferior àquele registrado em anos anteriores.

Aaron Boyd, diretor de pesquisa da Equilar, empresa especializada em remuneração de executivos, encara a notícia com otimismo. Em entrevista à The Fiscal Times, disse que a redução é um sinal de que os planos de compensação atuais estão sendo bem-sucedidos em alinhar pagamento e performance. Alvo de críticas durante a crise financeira de 2008, as opções de ações têm sido largamente substituídas por ações restritas, que devem ser retidas pelo executivo por um prazo mínimo antes de serem liberadas para negociação. Prêmios ligados à performance da companhia também se tornaram mais populares.

Um figurão que embolsou bem menos dinheiro em 2012 foi Ron Johnson, CEO da J. C. Penney. Desde que o ex-executivo da Apple chegou à varejista de roupas, as ações caíram 51%. O mesmo ocorreu com o valor de mercado da companhia, que passou de US$ 6,8 bilhões para US$ 3,5 bilhões. Os números desastrosos, além de terem reduzido o salário de Johnson, lhe renderam uma demissão. No ano passado, ele embolsou US$ 1,9 milhão, contra US$ 53,3 milhões recebidos em 2011. Outro caso de redução de salário, ainda que menos dramático, foi o do presidente do Morgan Stanley. A queda no lucro do banco estreitou em 20% a remuneração do CEO James Gorman.

Apesar dos resultados acima, muitos especialistas mantêm um pé atrás e preferem não comemorar. Nell Minow, da consultoria de governança corporativa GMI Ratings, é cauteloso e considera que a diminuição nos salários é “marginal”. Ele também faz críticas ao say on pay, por não dar aos acionistas o poder de vetar, em assembleia, remunerações que considerem despropositadas. De acordo com a regra da Securities and Exchange Commission (SEC), a votação no modelo say on pay é apenas consultiva, o que faculta às companhias decidir por não levar em consideração a opinião dos acionistas. Um exemplo dessa situação ocorreu na empresa de computação Oracle. Menos da metade dos acionistas aprovou a remuneração sugerida pelos administradores para o CEO Larry Ellison — ainda assim, porém, ele levou os US$ 96 milhões propostos.


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