Caça aos ativos mais rentáveis

Captação de recursos/Edição 5/Editorial/Temas / 1 de janeiro de 2004
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O ano começa embalado pela reversão de humor que marcou os últimos meses de 2003. Espera-se que tenha mesmo chegado a hora de levantar a cabeça e arregaçar as mangas para viabilizar o início de uma trajetória de crescimento sustentável para a economia.

E se a preocupação é com sustentabilidade, os investidores já estão de olho em como garantir retornos diferenciados no médio prazo, quando as taxas de juros reais poderão ter, finalmente, se estabilizado na casa de um dígito, e as aplicações em títulos públicos, até então convenientes, terão perdido a graça.

Um dos caminhos que encontraram tem justamente a ver com a idéia de sustentabilidade. Em sua reportagem de capa, a Capital Aberto mostra que estão começando a despontar os fundos de investimentos criados especialmente para apostar em companhias que viabilizem negócios sustentáveis. Na área de venture capital (investimento em empresas que se encontram em estágio inicial), quatro deles estão sendo constituídos.

Entre as várias atividades ligadas à sustentabilidade ambiental e social, a que mais tem atraído capital é a geradora de créditos de carbono. Com a expectativa de ratificação do Protocolo de Kyoto, ou até mesmo sem ela, espera-se um mercado lucrativo para as transações de carbono em todo o mundo e uma valorização potencial das companhias que estiverem preparadas para entrar no jogo.

Também na linha do interesse em aplicações que superem o patamar esperado para as taxas de juros, chega ao mercado uma série de fundos com lastro imobiliário. Depois de um 2003 totalmente apático, sem nenhum lançamento, voltou-se a planejar o produto nos últimos meses do ano, de olho no movimento de redução dos juros e na disposição do investidor em turbinar suas aplicações. A nova leva de fundos vem acompanhada de promissores canais de distribuição, com a estréia no segmento de administradores de recursos independentes e de alguns ligados a bancos.

E se a aposta é mesmo na retomada, as estratégias represadas de fusões ou aquisições também começam a sair do papel. Espera-se um crescimento de pelo menos 30% em relação ao total de operações registrado em 2003 – o pior dos últimos anos – e um movimento maior nos segmentos de telecomunicações, bens de consumo e infra-estrutura.

Nesta edição você encontrará ainda os resultados de uma pesquisa sobre governança corporativa que surpreende pela amplitude da amostra estudada e pela sofisticação dos critérios aplicados para avaliação das melhores práticas. O estudo mostra que a adoção de bons princípios de governança tem sim resultados sobre o desempenho das ações, embora mais freqüentemente no médio e longo prazos. Também sobre governança, você verá os resultados de um estudo acadêmico que demonstra que a combinação paradoxal entre excesso de poder e participação minoritária, característica de Brasil, impede o usufruto das vantagens de se ter um acionista controlador.

Tenham todos um excelente ano e uma agradável leitura.


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