Tragédia em Brumadinho derruba ações da Vale

Os principais acontecimentos para o mercado de capitais na semana de 28 de janeiro a 1º de fevereiro



Ilustração: Julia Padula

Após rompimento da barragem de rejeitos de minério de Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, no dia 25, Vale sente os efeitos do desastre nas cotações de suas ações. No fechamento do pregão de segunda-feira, 28, os papéis perderam 24,5%, o que representou uma redução de 72,8 bilhões de reais em seu valor de mercado. Dias após o estouro da barragem, decisões judiciais bloquearam cerca de 12 bilhões de reais da companhia para garantir o pagamento de indenizações aos afetados. Ao mesmo tempo, acionistas nos Estados Unidos e no Brasil pediam investigações sobre a responsabilidade da companhia, para saber se houve negligência quanto a riscos ambientais.

Na terça-feira, 29, a Vale anunciou seu plano de ação, com adiantamento de repasses em dinheiro para familiares das vítimas, fechamento de dez barragens semelhantes à que rompeu e redução de sua produção de minério. As medidas foram bem vistas por investidores e, na quarta-feira, as ações da Vale fecharam com alta de 9,1%. Leia mais sobre o caso na reportagem “Brumadinho testa confiança na Vale”.

28.01

– Fintech Creditas recebe autorização do Banco Central (BC) para funcionar como uma sociedade de crédito direto (SCD). Sob essa classificação, a empresa poderá oferecer crédito segmentado diretamente para seus clientes, criando linhas de empréstimo sem a necessidade de parceiros para executar as operações.

29.01

– Petrobras vence julgamento no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) referente ao aluguel de plataformas petrolíferas. Os conselheiros da 1ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção cancelaram três autuações fiscais que somam 11,9 bilhões de reais. A Petrobras tem outros processos sobre a questão.

– Em evento promovido pelo banco Credit Suisse, o secretário de desestatização e desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirma que governo pretende vender todas as estatais, evitando competir com o mercado e usando os recursos obtidos para abater a dívida pública. Segundo ele, a intenção é preservar apenas Caixa, Banco do Brasil e Petrobras.

30.01

– Petrobras informa que firmou a venda da refinaria Pasadena, no Texas, Estados Unidos, para a Chevron, por 562 milhões de dólares. Do total a ser pago, 350 milhões de dólares correspondem ao valor das ações e 212 milhões de dólares são referentes ao capital de giro.

– TIM recebe multa de 9,7 milhões de reais da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo a autoridade, a companhia violou os direitos dos consumidores e cobrou por serviços não solicitados.

01.02

– Gol anuncia ter concluído a recompra de seu bônus externo para 2022, com cupom de 8,9%. A companhia pretendia comprar a totalidade dos papéis, que somam 91,5 milhões de reais; mas os detentores de ações ofereceram apenas 13,5 milhões de reais.


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