Petrobras: não seria melhor fechar o capital?

30/6/2014



Notícias da imprensa nos dão conta de que os conselheiros da Petrobras não foram ouvidos na transferência de 10 a 15 bilhões de barris de petróleo do pré-sal para a companhia, numa operação que custará algo em torno de US$ 15 bilhões. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 24 de junho de 2014.

O representante dos trabalhadores no conselho, Silvio Simedino, expressou em entrevista ao Valor Econômico seu descontentamento com o fato de essa relevante decisão não ter sido discutida no conselho de administração.

Outras decisões importantes, como a compra da refinaria em Pasadena ou a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, não foram discutidas com a profundidade e com as informações necessárias no board. Também, não é de agora que a Petrobras tem sido obrigada pelo governo federal a manter o preço dos combustíveis, principalmente a gasolina, abaixo do seu custo, para não afetar os índices de inflação.

A pergunta que todos os minoritários da Petrobras fazem: é lícito a uma empresa de capital aberto, com expressiva participação de acionistas minoritários, ser usada pelo acionista controlador a seu bel-prazer para executar políticas públicas, mas não necessariamente convergentes com os interesses do seu corpo de acionistas?

Não seria o caso de a companhia fechar seu capital e o controlador ficar com total liberdade de usá-la como instrumento de suas políticas?


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2 comentários

Jul 01, 2014

Todos do mercado conhecem o brilhantismo do Dr Roberto, mas me parece que o artigo ficou incompleto. Isso porque não cita exemplos mais gritantes, como os casos da Sabesp e COPEL, cujos reajustes garantidos contratualmente não são aplicados. E o que falar das concessionárias de rodovias de SP que não conseguem igualmente garantir o cumprimentos de seus contratos?


    Jul 03, 2014

    Agradeço os comentários do Renato Chaves que tem minha total simpatia. Acho que realmente são situações que merecem aprofundamento.



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