Defesa do cerrado na assembleia da BlackRock

Em interferência incomum, indígena brasileiro reclama de investimentos da gestora em empresas que desmatam



Ilustração: Rodrigo Auada

A BlackRock realizou, no fim do último mês de maio, sua assembleia anual em Nova York. Mas desta vez um episódio inusitado movimentou o tradicional encontro: o indígena brasileiro Luiz Eloy Terena (devidamente paramentado com adereços de sua etnia) se manifestou para tentar chamar a atenção da gestora, que tem investimentos em empresas agrícolas que, segundo ele, desmatam o cerrado. A BlackRock não comentou a inesperada intervenção. No Twitter, a ativista Moira KB, ligada ao movimento AmazonWatch, relatou que também estava na assembleia e que criticou o CEO, Larry Fink, por não ter levado em consideração as palavras de Eloy. Moira KB e Eloy entraram na assembleia como acionistas, adotando uma tática comum de ativistas para fazerem com que suas pautas sejam ouvidas — ou, pelo menos, que tenham repercussão.


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