Num mundo novo

Editorial | Semana 05 a 09 de agosto

Editorial / 2 de agosto de 2019
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O Facebook voltou a atormentar a vida das autoridades. Mas, desta vez, a ameaça que pode representar a uma estrutura consolidada evidenciou o início de uma batalha que tem tudo para deixar mortos e feridos: de um lado, bigtechs interessadas na prestação de serviços financeiros; de outro, instituições tradicionais e bancos centrais, interessados na preservação do modelo atual. O estopim é anúncio do lançamento da libra, uma criptomoeda lastreada em ativos reais que o império de Mark Zuckerberg pretende implantar para facilitar transferências e recursos e pagamentos para os pouco mais de 2 bilhões de usuários de Facebook, Messenger, Instagram e Whatsapp. Reportagem de Beatriz Quesada detalha os ousados planos, levados adiante ao lado de um grupo robustos de empresas — nenhuma delas banco.

Também com olhos para o futuro, a coluna de Ana Siqueira sugere uma interessante reflexão a respeito do atual grau de maturidade dos conselhos de administração das empresas brasileiras. Nessa análise, vale considerar as perguntas “quem”, relativa ao perfil dos conselheiros, “o que”, relacionada aos assuntos tratados no board, e “como”, que diz respeito ao funcionamento do órgão.

Na área de articulistas, dois artigos tratam de assuntos de alta relevância para o mercado de capitais. Giedre Brajato e Francisco Leocadio dissertam sobre os prejuízos potenciais da falta de um regramento jurídico para os planos de opção de compra de ações para executivos. Eles alertam que, sem uma norma que venha do Legislativo, a questão gera riscos de natureza tributária, previdenciária e trabalhista — para colaboradores e empresas. Por sua vez, Carlos Portugal Gouvêa avalia o processo de revisão da Instrução 497/11, que regulamenta a atividade de agente autônomo de investimento. No centro das discussões está o fim do vínculo exclusivo entre agentes e corretoras. Na opinião dele, as alterações de um regramento tão recente devem ser pontuais. A audiência pública da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o tema recebe comentários do mercado até o próximo dia 30 de agosto.


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