Momento de pegar e largar

As últimas semanas foram avassaladoras em más notícias. Os tremores econômicos elevaram-se vários graus em poucos dias, agravados por fissuras na base de apoio à presidente Dilma Rousseff, pelo rebaixamento da nota de risco da Petrobras e por cálculos de quantos pontos serão subtraídos do PIB de …



As últimas semanas foram avassaladoras em más notícias. Os tremores econômicos elevaram-se vários graus em poucos dias, agravados por fissuras na base de apoio à presidente Dilma Rousseff, pelo rebaixamento da nota de risco da Petrobras e por cálculos de quantos pontos serão subtraídos do PIB de 2015 devido aos possíveis racionamento de água e energia e ao enfraquecimento das atividades de empresas relacionadas à petroleira e à Operação Lava Jato. Uma perturbante visão do caos que, aos olhos de um investidor esperto, pode se transformar num oásis.

É nesses momentos que surgem as chances de acertos extraordinários. Quem resistir à tentação de migrar para a renda fixa — aparentemente, ela ficará cada vez mais sedutora sob o carimbo dos juros em elevação — e tiver coragem e talento para perceber as oportunidades na renda variável poderá ser muito bem recompensado. Para a matéria de capa desta edição, ouvimos o que investidores estrangeiros conhecedores de Brasil pensam da crise. Com os olhos voltados para o futuro, um deles observa os ganhos de eficiência que as empresas poderão conquistar ao cruzar as águas revoltas; outro cita a evolução institucional que as investigações sobre o escândalo na Petrobras e as tentativas de ajuste fiscal podem significar. “No longo prazo, a renda variável ainda será a melhor opção”, crava o gestor da Hermes, uma das mais prestigiadas gestoras europeias.

Se de um lado o cenário convida às boas apostas, de outro exige o abandono de certas zonas de conforto. Em reportagem na página 18, o jornalista Roberto Rockmann explica por que a troca de comando em Minas Gerais assusta os investidores mal-acostumados com os fartos dividendos distribuídos pela Cemig nos últimos anos. Adorada pelo mercado, a companhia está hoje envolta em um emaranhado de incógnitas, alimentado não só por declarações do governo recém-empossado como pelas crises estruturais do setor.

Em meio às dificuldades, a atuação firme do regulador se torna ainda mais primordial. Nesse sentido, a Comissão de Valores Mobiliários deve assumir o posto de zelador confiável, agindo para proteger os direitos estabelecidos. Neste mês, convidamos alguns agentes do mercado a fazer perguntas diretamente ao presidente da autarquia. Escândalos corporativos, ressarcimentos de investidores e insider trading foram alguns dos temas levantados. Confira a entrevista a partir da página 30.


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