Seletas   |   Editorial   |   Edição 68

Alentos

Esta Seletas chama a atenção dos empreendedores das startups brasileiras para duas boas notícias. Uma é o avanço consistente das captações com o chamado equity crowdfunding. A versão em ações do sistema de coleta de investimentos pela internet já coleciona números surpreendentes e histórias …



Esta Seletas chama a atenção dos empreendedores das startups brasileiras para duas boas notícias. Uma é o avanço consistente das captações com o chamado equity crowdfunding. A versão em ações do sistema de coleta de investimentos pela internet já coleciona números surpreendentes e histórias bem-sucedidas de capitalização tanto de negócios florescentes como de outros já estabelecidos. Em breve, os aportes feitos pelas plataformas deverão ser amparados por regulação específica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os atores do segmento brigam desde já por comandos mais flexíveis, mas tudo indica que o arcabouço de normas, ainda que longe de uma aprovação consensual, contribuirá para a segurança do financiamento coletivo.

A outra boa nova é descrita em artigo preparado pelo advogado Rodrigo Takano. Ele chama a atenção para a lei complementar que autorizou pequenas empresas enquadradas no Simples a receber aportes de capital dos fundos de capital semente e dos chamados investidores-anjo. A principal inovação está no fato de que eles não serão considerados sócios dessas empresas — o que os exime de riscos desestimulantes, como os trabalhistas.

O ânimo com a capitalização das empresas por investidores se estende ao universo das maiores. Em workshop promovido pela CAPITAL ABERTO na semana passada, coordenadores de emissões de renda variável e renda fixa realçaram a virada de expectativas. A combinação do enxugamento do crédito na praça — resultante tanto da nova dinâmica do BNDES quanto do encolhimento dos bancos — com a queda pronunciada da taxa de juros configura um bem-vindo alento para o mercado de capitais.

O colunista Eliseu Martins, por sua vez, fala sobre o novo parecer dos auditores independentes. O documento, ele afirma, desnuda informações relevantes para o mercado, mas tem o defeito de não se ater exclusivamente a elas, perdendo-se em outras bem menos essenciais. Ainda no campo da regulação, antecipamos uma parte da entrevista com o diretor da CVM Gustavo Borba, a ser publicada na edição bimestral de março/abril. À jornalista Yuki Yokoi o diretor explica o ponto de vista que sustenta os seus votos, percebidos como pouco ortodoxos.


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