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Vivemos um período de mudanças importantes no ambiente político, econômico e regulatório-contábil. Chegaram ao mercado as mais relevantes alterações nas demonstrações financeiras das companhias brasileiras desde a entrada em vigor da Lei 6.404, em 1976. Desde 31 de dezembro de 2010, os International Financial Reporting Standards (IFRS) e as novas normas contábeis brasileiras, os CPCs (emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis), são o padrão contábil aplicável para as demonstrações financeiras de empresas de capital aberto, instituições financeiras que possuam comitê de auditoria e companhias de grande porte brasileiras.

Os períodos comparativos de 2009 (inclusive os ITRs de 2010) têm de ser reapresentados para o mercado com base nos novos padrões contábeis. As empresas têm o dever de ajudar o mercado a entender tempestivamente as modificações trazidas pelos IFRS. É natural que alguns agentes de mercado se frustrem com a longa lista de mudanças contábeis trazidas pelos CPCs/IFRS, principalmente se não tiveram auxílio para entender as mais relevantes. A fim de evitar incertezas, é indispensável que os investidores sejam esclarecidos de forma estruturada e planejada sobre o que ocorrerá com as novas normas.

Volatilidade — Os principais impactos incluem maior volatilidade nos resultados, mudanças relevantes nos conceitos contábeis e aumento do nível de divulgação requerida, como a informação por segmento. A aplicação do valor justo sobre instrumentos financeiros mantidos para negociação e o reconhecimento do valor justo sobre os derivativos, quer estejam isolados ou embutidos em outros contratos, devem resultar no aumento do nível de volatilidade no resultado da empresa. O mesmo deve ocorrer por causa da proibição de amortização de ágio e da exigência de fazer um teste anual de impairment. Pela regra brasileira anterior, o ágio era amortizado, o que permitia a diluição do gasto em doses homeopáticas ao longo do período de amortização.

Companhias com ativos biológicos também terão a margem bruta, o resultado e o Ebitda afetados, devido à obrigação de contabilizar esses ativos a valor de mercado. Outro desafio é explicar o novo conceito de moeda funcional para o investidor e as consequências que isso trará na apuração da variação cambial reconhecida no resultado e na linha do imposto de renda quando essa moeda não for o real.

Desafios da transição — Um cronograma de divulgação e um processo de comunicação e orientação aos analistas e investidores são fundamentais. Tanto o IFRS 1 quanto o CPC 37 requerem a apresentação de uma nota de reconciliação entre o resultado do exercício e o patrimônio líquido apurados, em 2009, segundo o BR GAAP e de acordo com as normas internacionais de contabilidade. Vale lembrar ainda que, no primeiro ano de adoção dos IFRS/CPCs (e, no futuro, quando houver mudanças nas políticas contábeis), é necessário apresentar o balanço de abertura (sendo o balanço na data de transição para os IFRS/CPCs).

Poucos analistas de mercado foram treinados em CPCs/IFRS. Por isso, é fundamental que se busque uma linguagem simples, clara e compreensível para transmitir as informações. A transição para CPCs/IFRS tem grande importância. A dedicação de recursos apropriados e o patrocínio da alta administração em face de outras prioridades, portanto, são imprescindíveis.


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