Em clima de otimismo

Captação de recursos/Edição 2/Bimestral/Editorial/Edições/Temas / 1 de outubro de 2003
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A segunda edição da Revista Capital Aberto reflete alguns efeitos do entusiasmo que veio a reboque das recentes quedas nas taxas de juros. A começar pela matéria de capa, sobre os fundos de direitos creditórios e o interesse crescente que vêm despertando no governo e nas empresas, principalmente após dada a largada para uma recuperação mais consistente da atividade econômica. Lastreados em recebíveis de boa linhagem, eles servem como instrumento de captura de poupança pública para financiar da habitação popular aos jogos olímpicos, de escolas particulares a grandes exportadoras com necessidade de capital de giro.

Também contagiados pelo otimismo e empolgados com a performance da bolsa no ano, colegas de turma de escola, de pós-graduação, de profissão ou do chopp no final de tarde formam clubes de investimentos para investir suas economias e preparar um futuro mais promissor. Em reportagem que escancara seu talento e sua privilegiada capacidade de desvendar e contar histórias, o jornalista José Roberto de Alencar conta casos curiosos e bem humorados de clubes que acabam de chegar ao mercado e que, pelos números e a evolução recente, começam a dar sinais de um movimento com chances de se consolidar. Ainda no terreno dos investimentos e das reações à onda otimista, cresce o interesse de investidores por fundos de derivativos, os chamados hedge funds, principalmente aqueles que nascem com a marca prestigiada de figuras ilustres no mercado que decidiram abrir uma gestora de recursos independente e lançar fundos com o respaldo do seu histórico pessoal de desempenho.

Nesta edição você encontrará ainda a entrevista exclusiva de Harvey Pitt, o ex-presidente da Securities and Exchange Commission que assistiu da cabine de comando da comissão todos os passos das fraudes contábeis que envolveram o mercado norte- americano e do pacote de regulamentação providenciado para tentar aliviar às pressas o sentimento de desconfiança que fez dezenas de bilhões de dólares debandarem das bolsas americanas. Em sua primeira entrevista a um veículo de imprensa brasileiro, Pitt afirma que, depois da lei Sarbanes Oxley, os reguladores chegaram ao seu limite e agora cabe às empresas perceber sozinhas os benefícios de praticar a boa governança corporativa.

Além de reportagens sobre o primeiro fundo brasileiro voltado exclusivamente a operações de Management Buy Out, sobre a lebre levantada pelos sócios da Brasil Telecom para a questão do acionista concorrente, sobre o plano dos credores da Fazendas Reunidas Boi Gordo para reaver algum tostão do investimento infeliz que fizeram e sobre as crises domésticas vividas pela Bolsa de Nova York e a Nasdaq, você verá nesta edição a estréia da seção Em Pauta, uma coletânea de notas curtas sobre novidades que chegam ao mercado e temas que estarão na agenda dos próximos meses.


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